PROPOSTA

A Aliança Reflorestar da Amazônia visa recuperar áreas da floresta e gerar, além de um impacto ambiental positivo, maior segurança alimentar e um sentido de pertencimento às comunidades parceiras do projeto na Amazônia. Para isso, mobilizamos esta rede que age por meio de reflorestamento, dando apoio e incentivo à cultura dos povos da floresta.


Trabalhamos diretamente com comunidades tradicionais indígenas, ribeirinhas e extrativistas, promovendo um modelo de vida baseado na restauração da paisagem local, que se sustenta ao longo de gerações e se fortalece na floresta viva e saudável.


Nossa iniciativa permite a manutenção da biodiversidade plena e abundante da maior selva tropical do planeta que, junto com a geração de água doce, são a verdadeira riqueza da Amazônia. Além disso, a coleta de sementes de árvores de madeira de lei em matrizes nativas, algumas em extinção, favorece o patrimônio genético da flora amazônica.

Doe agora

OBJETIVO

Nossa proposta é reflorestar áreas e entornos de Terras Indígenas (TIs) e Reservas Extrativistas (RESEX) na Amazônia, regenerando terras desmatadas pela ação humana. Fazemos isso através da parceria pré-estabelecida com os povos da floresta, por meio do plantio de sistemas agroflorestais, que gera uma mata rica e biodiversa.


Acreditamos que incentivar, valorizar e fortalecer uma rede de comunidades tradicionais com foco no reflorestamento por agrofloresta é um investimento no futuro. Não apenas porque as árvores plantadas hoje crescerão e darão frutos em alguns anos, mas porque, ao ritmo com que a Amazônia vem sendo destruída, a restauração da cobertura florestal se fará cada vez mais urgente e necessária.


Investir em uma rede de comunidades locais que enxerga a importância de manter a floresta de pé é plantar uma semente que gera frutos; a multiplicação não apenas da técnica de plantio agroflorestal, mas também da visão de mundo que a sustenta é a garantia de proteção e regeneração da Amazônia hoje e no futuro.


Com esse propósito, a Aliança Reflorestar busca criar um ambiente cultural e técnico para preparar os participantes para compartilhar os conhecimentos e práticas de reflorestamento em agrofloresta com outras comunidades, indígenas e não indígenas – principalmente das RESEXs – da Amazônia.


Além disso, nossas ações estão diretamente relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, corroborando com a Agenda 2030. Os principais ODS atendidos por nossa iniciativa são os seguintes: 1 Erradicação da pobreza; 2 Fome zero e Agricultura sustentável; 3 Saúde e Bem estar; 8 Trabalho decente e


crescimento econômico; 12 Consumo e produção responsável; 13 Ação contra a mudança global do clima; 15 Vida terrestre; e 17 Parcerias e meio de implementação.


O último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) aponta que as medidas de recuperação de áreas degradadas em todo o globo precisam ser priorizadas. A Aliança nasce em 2021, primeiro ano da década da restauração florestal da ONU.


Juntos vamos restaurar, regenerar, reflorestar, reconhecer e expandir o valor da floresta em pé e de seus guardiões!

Doe agora

“Cada árvore plantada é um curativo que é feito na Terra.”

Ailton Krenak

COMO ATUAMOS

Nossas realizações se tornam possíveis através de uma sólida aliança com os povos da floresta.


As comunidades recebem incentivos através de treinamentos, intercâmbios culturais, mobilização das lideranças e coletivos, além de insumos para coleta de sementes, construção de viveiros, plantio e monitoramento por três anos.


A agrofloresta é uma técnica que quando bem aplicada exerce a função de catalisadora de processos naturais da mata. O plantio conjunto de mudas de três tipos de árvores (uma madeira de lei, uma frutífera, e uma pioneira de crescimento mais rápido que protege as demais mudas) é a metodologia de plantio que queremos utilizar.


A Aliança Reflorestar da Amazônia se diferencia de outras iniciativas de recuperação do meio ambiente pois, não apenas segue a metodologia tradicional de regenerar a floresta, garantindo maior segurança alimentar através de um sistema agroflorestal, como se propõe a criar e estimular uma rede de trocas e apoios entre diferentes povos indígenas, ribeirinhos e seringueiros/extrativistas.


Valorizamos a cultura da floresta, permitindo uma ação que se sustenta a longo prazo, estruturada em práticas culturais tradicionais que fortalecem a governança das comunidades locais e mantém a floresta de pé. Nesse sentido, buscaremos ainda apoiar ações culturais voltadas para a valorização da vida amazônica, onde a sinergia entre homem e natureza acontece e próspera.

Doe agora

PARCEIROS DA FLORESTA

Por que atuar em parceria com comunidades tradicionais? Como declarado por diversas lideranças indígenas, eles não apenas moram na floresta, eles são a floresta. Esta visão tradicional de ser parte da natureza é um dos maiores legados dos povos da floresta. A floresta em pé vale muito mais do que derrubada.

Doe agora

O FUTURO E A AMAZÔNIA

Maior floresta tropical da Terra, a Amazônia ocupa uma extensa área que se estende por nove países da América do Sul e desempenha um papel fundamental no equilíbrio climático do planeta. Um dos benefícios ambientais da floresta Amazônica é a geração e distribuição de chuvas a níveis local e regional, influindo sobre grandes partes do país e do continente através do fenômeno conhecido como Rios Voadores. Além disso, ela concentra a maior biodiversidade do planeta assim como uma enorme diversidade cultural. O Brasil possui 60% dessa enorme riqueza, o que é um privilégio e também uma grande responsabilidade.

“Cada vez mais, além do cuidado e da preservação, vejo a importância de recuperar as áreas que foram devastadas. Reflorestar é preciso”.

Marina Silva

METODOLOGIA

A Aliança Reflorestar adapta suas metodologias a cada ação, considerando as especificidades sócio culturais e ambientais das comunidades participantes para que sustentem o reflorestamento em seus territórios, valorizando a floresta viva.


De forma geral, atuamos nas seguintes frentes:


1 – Mobilização e estímulo dos coletivos

2 – Troca de saberes em agrofloresta e temas relacionados

3 – Coleta de sementes

4 – Montagem de viveiros e sementeiras

5 – Plantio de mudas

6 – Monitoramento e manutenção das áreas reflorestadas

PRÓXIMAS AÇÕES

Plantio no Terra Indígena Puyanawa A Terra Indígena (TI) Puyanawa possui uma área de 24.499 hectares situada na margem direita do rio Moa, a oeste da cidade de Cruzeiro do Sul, entre os igarapés Bom Jardim e Generoso, com uma população estimada em torno de 800 indígenas.


Na próxima ação da Aliança Reflorestar, planejamos recuperar áreas desmatadas neste território com plantios em agrofloresta. Além de mudas de árvores nativas, também teremos espécies frutíferas para reforçar na segurança alimentar das aldeias.


Cerca de 3,9 % do território perdeu a floresta nativa, área que já estava desmatada em grande parte quando ocorreu a homologação do território em 2001. Este percentual implica em 955 hectares de terras, concentrados no setor leste da TI, utilizados com pastagens, plantio de mandioca, roçados, capoeiras, quintais agroflorestais e áreas construídas. Desde a demarcação da TI, a taxa média de desmatamento se encontra num processo de redução. Nos últimos 2 anos não foram mais praticados desmatamentos, indicando o esforço da comunidade em valorizar a existência de floresta primária e priorizar as áreas já alteradas para o seu plantio de mandioca.

Doe agora

”Temos que somar esforços, unir movimentos, as ações de alguns reforçar o trabalho de outros. Vamos todos juntos.”

Gilberto Gil

70% (no mínimo) para uso dos plantios, registros e gestão das comunidades e logísticas locais

Campanha de doações Aliança Reflorestar

30% (no máximo) como custos operacionais (administração, comunicação, impostos e outras taxas)

Campanha de doações Aliança Reflorestar

Realizada em parceria com a Welight - organização associada à Worldwide Initiatives for Grantmaking Support (WNGS) - através do nosso site aliancareflorestardaamazonia.org - nossa campanha de doações visa mobilizar e levantar recursos para ampliar a atuação da Aliança e viabilizar novas frentes de reflorestamento na Amazônia junto às comunidades tradicionais da floresta.


Após taxas e impostos, como o valor é destinado:

Plantio na aldeia Yawanawá Nova Esperança no Acre


Objetivos:

Plantio de 5000 mudas

Construção de um viveiro permanente para até 7.000 mudas

Montagem de um banco de sementes

Mobilização e trocas de saberes entre lideranças do Centro YorenkaTasorentsi e dos povos Yawanawá e Puyanawa

Em janeiro de 2022 iniciamos esta ação de reflorestamento na aldeia Nova Esperança, no Rio Gregário no Acre. Projeto realizado com o patrocínio da Energisa.


Na primeira etapa, realizada em janeiro com a liderança do cacique Isku Kua Yawanawá, além do plantio de mudas, foi construído um viveiro com sementeiras que permanecerá para o cultivo e plantios futuros na aldeia. A sementeira já está com sementes de mogno, copaíba e outras plantas. Na segunda etapa da ação, realizada em abril, o plantio continuou, foi montado um banco de sementes e realizado um treinamento em arborismo.


A ação contou ainda com a parceria de Benki Pyiãko, liderança indígena Ashaninka, fundador Centro Yorenka Tasorentsi, que recebeu um grupo Yawanawá no Centro, em outubro de 2021, para trocas de saberes em agrofloresta, além da sua presença na segunda etapa, enviou dois agrofloresteiros para colaborarem na primeira e segunda etapas do plantio e na construção do viveiro na aldeia Nova Esperança.


Outro parceiro nesta ação é Luiz Puwe Puyanawa, liderança do povo Puyanawa, com experiência em reflorestamento. As aldeias Puyanawa Barão e Ipiranga, do Rio Moa, no município de Mâncio Lima, no Acre, contam com viveiros próprios que forneceram as mudas para os plantios. Puwe e uma comitiva de agrofloresteiros Puyanawa estiveram na aldeia Nova Esperança e ajudaram no plantio de janeiro e abril de 2022.


Sobre a aldeia Nova Esperança


Banhada pelo rio Gregório no município de Tarauacá no Acre, a Terra Indígena Yawanawá tem cerca de 187 mil hectares. A aldeia Nova Esperança foi fundada ali em 1992 sob a liderança de BiraciNixiwakáYawanawá, pai de IskuKua - que mobilizou o povo Yawanawá no resgate de sua cultura ancestral e ocupação de seu território após mais de 40 anos sob o domínio de seringalistas e missionários que os impediam até de falar sua língua.


IskuKuaYawanawá - também conhecido como Biraci Júnior Yawanawá - segue o legado de resistência do seu povo, fortalecendo as tradições culturais, cuidando da terra e compartilhando a sabedoria Yawanawá pelo mundo. Entre as novas iniciativas junto a sua comunidade está a criação do Centro Isku Vakehu, em construção, para a revitalização da cultura Yawanawá, especialmente o resgate da língua entre crianças e jovens indígenas.

Treinamento em arborismo para coleta de sementes nas árvores.

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